sábado, 9 de janeiro de 2010

SEM SENTIDO

"Queria poder encontrar um sentido que desse significado a essa minha existência.
Ser ou não Ser, não é a questão.
De que te valhe existir?


Há várias formas de existir. 
Uma delas é o registro de nascitura, que te obriga a existir.
Outra delas, é Ser.


Existo, mas não Sou.
Nem quero Ser.
Ser ou não Ser não é a questão.
Não Sou. Esse é não é meu padecimento.
O vazio da existência que te obriga a Ser, esse é o meu sofrimento.


Sou feliz quando não Sou em nenhuma das formas de existir.
Padeço quando Sou.
No meu interior nada há, pois para que alguma coisa houvesse
Dever-se-ia ter algo concluido.
Nada tenho. Nada abstrair. Sou um Ser que não É.


Sou o grito que não se ouve.
A vida que não tem vida.
A alma a quem faltou o sopro.


Ser ou não Ser, não é a questão.
Não Sou, e ai sim me encontro.
Onde não Sou, eu sou feliz.


Ser ou não Ser não é a questão.
Pra quê Ser? Onde não Sou, sou feliz."
(Drê- De que te valhe Existir?)


Refúgio na Arte Musical...
"Sem música, a vida seria um erro" (Nietzsche)

"Sinto este frio em mim, 
O vento me traz aqui, e tu não estás
Esse é o Inverno do Meu Ser.
Chega uma tempestade.
O céu e a minha alma são iguais: se tornaram cinzas
Esse é o Inverno do Meu Ser.

Outra noite mais, uma eternidade.
E me perco nesta solidão.
Essa escuridão faz a minha prisão.

Eu só vivo para amar-te, 
O meu mundo quero dar - te
Dar - te tudo o que sou
E o que pedes tu de mim
Eu só vivo para amar - te

És a minha luz, meu sol
Me abro como uma flor em teu jardim
Esse é o verão do Meu Ser
Outro dia mais, uma eternidade
Quero viver, dançar, cantar essa canção em meu coração

A viver tu me ensinaste
Sei que não poderei te esquecer
És tudo para mim
Por teu amor eu renasci
Eu só vivo para amar - te
E sentir teu calor, tu me iluminou"
( Tradução de "Invierno de Mi Ser", Jaci Velásquez)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

SUPLICIOS EM DEVANEAR

"Eu não desejo muita coisa
Não sou ambiciosa
Só queria ser senhora de mim
Ao menos desse coração que carrego no peito
Como pode ser? Eu quem o levo, mas não sou eu quem o governo?


Por onde andas coração forasteiro?
Em busca do amor alheio?
O meu não te é suficiente?
E então por que buscas o amor dessa gente?


Essa gente não cuida de ti
Mesmo que adoeças e padeças
O coração dele não é forasteiro
Ele guardou bem, no peito
Trancado a sete chaves e preso a correntes


Mas o meu coração, valente guerreiro
Tenta o coração dessa gente libertar
Desejando do seu amor, enfim, ser o único herdeiro!!!
( Drê Souza- Coração Guerreiro)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Melodia do SeR




" A música é minha cama de ninar.
Não me é por companheira fiel porque já não somos duas que andam em paralelo.
Somos uma!!!
Um plano de imanência: vivência do gozo, que não se encontra em lugar algum, pois esse gozo pode advir do choro, bem como do sorriso maroto, ou ainda do pensamento solto, que se encontram na melodia que canta e encanta.
Gozo, gozo, gozo....


A letra é a expressão de meu ser. 
Imanência vivência musical.
Canto, e já não sou, pois a totalidade do ser se expressa em mim quando canto. Já não preciso ocupar posições de ser. Sou. Me encontrei."
( Drê- Melodia do Ser)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Tu ME Amas???



" Tu me olhas e dizes gostar de mim?
É de ti que gostas em mim.
Seus desejos são em mim satisfeitos?
É de ti que gostas em mim.
Sente-se tu completo comigo?
É de ti que gostas em mim.
Te alegro quando não me nego a ti?
É de ti que gostas em mim...


Teu autoretrato está em mim ( ou será em teus olhos quando olhas pra mim?)...


E por quê ainda assim permaneço contigo?
Porque é de mim que gosto em ti!!!"
( Drê- É de ti que gostas em mim)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

QuEm VoS PoStA ???




" Pergunta vós, meus caros leitores do DeVaNeAr, quem vos posta?
Pergunto eu a vós: que te importa? Quem vos posta? Ou o que se posta?
Se DeVaNeAr não exige posição de papel algum, diria eu a vós, que vos posto de lugar nenhum.
Mas se ainda vós, impetinentes leitores, exigem um nome para abstrair um objeto simbólico que represente um alguém (ninguém) que vos posta, responderia eu, em meus devaneios: Sou a reticência!!! A definição que faltou, por razões diversas. A definição que foi oculta por diversas razões....essa reticência, Sou Eu!!!

Deixo as identidades, o caráter, os papéis sociais e coisas dai advindas, para a razão e suas demandas do mundo material humano. Pois eu, meus caros leitores, eu que vos posto, vos escrevo do meu momento devaneio, descompensação da personalidade. Sombra da minha Persona ( vê Jung).
E desse lugar nenhum quem vos posta não importa. Importa o que se posta!!! "
( Drê Souza- Quem sou eu que vos posta???)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


AFORISMOS

"A roupa que te veste não te mata o frio!
O calçado que te calça não te reconforta os pés!
Marcado pelo frio da solidão, com os pés em calos do calor da sequidão...
Alma que vaguea, com frio, de pés no chão!!! "
( Drê- Alma Solitária)
" Foi de te querer que me tornei o que não pensei ser.
O teu refúgio foi por mim visto como a segurança de minha alma.
Te desejei e te busquei. 
Com as forças que havia em mim, me dei a ti.
Ah amigo meu, foste um bom sonho que se passou como a neblina da manhã
Com toda força inundastes meu ser, mas com maior força, fostes arrancado. 
Brutalmente.
Com um golpe não esperado fui atingida.
 Ah, o amor!!! Assolado pela força da paixão; rejeitado pela necessidade exterior. 
Interior, exterior...  há essa separação???
Foi ela quem nos separou amigo meu???   
Queria crê que sim..."         ( Drê- Palavras Soltas)
Leia o Implicito...

"Vontade de você, é vontade de ser ( sua).
Vontade de ir, é vontade de estar ( ai).
Vontade de partir, é vontade de ficar ( em algum lugar que não seja aqui)
Vontade de dormir, é vontade de devanear ( na terra dos sonhos imagéticos)"
( Drê- Vontade Implícita)

"Andorinha que não voa...assim sou eu.
Pássaro que não canta....assim sou eu.
Lagarta em seu casulo...assim sou eu.
Água que não mata a sede...assim sou eu.
Estrangeiro em terras próprias...assim sou eu.
O contrário do ser...assim sou eu...porque não fui, nem tampouco serei.
Assim sou eu..."
 ( Drê- Assim sou eu)